quarta-feira, 26 de setembro de 2018

RÁDIO. Até quando terá sintonia?

Até onde será viável o sem fio no ar? Por quanto mais tempo o rádio será sustentável?  

Montar um plano de negócios que traga rentabilidade -mesmo com uma lista extensa de custos diretos e indiretos - não é tarefa das mais fáceis, se tratando do rádio.

Redação, equipe técnica, locutores, corpo administrativo, aparato tecnológico de ponta, na tentativa de reter atenção de um público cada vez mais desinteressado neste modal.   


A história mostra as várias adaptações deste meio de comunicação. A chegada da TV, no Brasil, é o caso mais emblemático. Na época ( assim como experienciamos hoje ) o rádio passou a ser mais serviço, falar mais com o publico em geral. (ele era campeão em interagir com o grande público). Logo após, uma nova readaptação: a chegada do telefone. O Sem fio o agregou e se fortaleceu ainda mais como veículo de massa.  


A diferença é que nestes períodos, o "queridinho do público" lutava sempre com um concorrente direto. Hoje em dia, a guerra da comunicação, contemporânea a crise da imprensa, acaba tirando o rádio de sintonia. - Paradoxal não é? - Grandes estruturas com alto capital investido, fortes bandeiras que definham por um simples vídeo, feito em um celular popular, que chega ao conhecimento das pessoas, com proporções globais, em segundos. Até então, ninguém era mais rápido do que o rádio. Até então! 


O digital rompeu e mudou o jeito de se comunicar.  A cadeia virou orgânica. Hora ativa, hora passiva. Os variados ciberespaços retêm a atenção da sociedade, são dinâmicos e sem fronteiras. Os meios digitais, através de Smartfones principalmente, são espaços de expressões populares e isso capta o grande público. 


Ao rádio, que perde público a cada ano, fica a reflexão de que é preciso mudar! O monólogo não faz mais parte da nossa sociedade. Alguns passos foram dados ( como a inserção do WhatsApp e as Lives, por exemplo) como mecanismos de apoio ao conteúdo veiculado no sem fio. Entretanto, a rigidez das programações,  não só afasta o ouvinte, como os parceiros também.  Pois, com a nova forma de se comunicar, desenvolveu-se um novo modelo de se anunciar. A gestão de comunicação que já atentou para este fenômeno, terá um pouco mais de oxigênio no mercado. As mídias transcendem, são encontradas, e o uso das múltiplas plataformas é uma carta na manga dos gestores e no conceito de se fazer negócio atualmente.  

 

Com o auxílio de todos os espaços de comunicação e interação, o rádio, por ter credibilidade, pode ter aí, sua fuga. Trazer segurança na informação, em época de fake news. Interagir nos espaços midiáticos e, em seguida, trazer um apanhado geral dos fatos. Veja que não estamos mais falando apenas do rádio, dial e frequência, simplesmente. Estamos nos referindo a uma nova metodologia de comunicação, unilateral, multifacetada, dinâmica e principalmente, compartilhada. 







segunda-feira, 2 de abril de 2018

Comunicação digital para o mundo corporativo

A velocidade de informação nos dias atuais é incontrolável. Vivemos um mundo conectado e o mercado organizacional precisa estar no meio digital sim. Cada vez mais empresas ( Grandes, médias e pequenas ) estão inseridas nas redes sociais, principalmente. Não "se é permitido" ficar de fora.

O detalhe que chama a atenção, é a maneira que algumas corporações se comportam nas plataformas digitais. Erros clássicos, falta de continuidade, e postagens sem nexo com o meio, são alguns dos exemplos catalogados diariamente.

A falta de capacitação têm levado algumas organizações em direção ao fracasso, seja por um post, um comentário ou mesmo uma campanha lançada nos ciberespaços. 

Por se tratar de plataformas gratuitas, organizações tem criado perfis "institucionais" na busca de mídia simplesmente, sem procurar profissionais do meio, ou mesmo treinar seus

colaboradores. O resultado é um festival de incoerência, dissonância com a proposta da marca, grosseiras, conteúdos repetitivos que geram mais aversão, do que uma comunicação interativa e resolutiva.
A falta de planejamento e investimento na área de comunicação e marketing, acaba transformando o que seria uma ótima ferramenta de relacionamento em "Outdoor digital", apenas. Alinhado a isso, erros estratégicas presenciados costumeiramente e percepção nítida que o  departamentos de marketing de muitas empresas vive ilhado do resto da organização. A realidade sentida é, muitas vezes, que "alguém" tira um tempo para "alimentar" estas plataformas. ( Ver as fotos. )

O universo do marketing digital ainda é muito novo, principalmente no meio corporativo. Se trata de alternativas frente a mídias tradicionais como rádio e Tv. Entretanto, é de fundamental importância, atenção total das organizações com sua exposição na web. A velocidade das informações podem ser ( e já foi ) fatal para algumas instituições.  Compartilhar, curtir, virar um fã e seguidor de uma marca, requer trabalho, planejamento e muito engajamento por parte das organizações.

Algumas marcas, por sua vez, desenvolvem um trabalho de excelência nas mídias digitais.
São cases ótimas ( de acordo com o modelo de negócio, claro. ) no treinamento e no desenvolver da humanização de marcas, por entenderem que estes espaços não são puramente de publicidade comercial, mas funcionam como facilitador e impulsionador de relacionamentos com o seu meio de interesses. É o caso da Netflix, ou falando de Brasil, do Magazine Luiza. ( Ver fotos. )

quarta-feira, 14 de março de 2018

Personal Branding

Sua marca é o que dizem de você!

Construir imagem não é tarefa das mais simples, principalmente na era dos compartilhamentos, da exposição digital e da instabilidade do  mercado em si. Porém, é preciso se posicionar diante tanta oferta de mão-de-obra.
A questão não é falar de sua importância, mas se tornar relevante. No cenário organizacional, é  fundamental desatacar-se no fazer acontecer.

Construir uma marca pessoal requer tempo, dedicação, compromisso e claro, aptidão no desenvolvimento das atividades de sua carreira. Tornar-se referência requer, acima de tudo, relacionamento, direção de onde se quer ir, boa comunicação com o meio, liderança com essência, forte trabalho em equipe, qualificação e ética sempre.  É preciso saber resolver as coisas agregando pessoas.

Credibilidade passa longe de apenas falar o que se é, de expor qualidades. As características de um profissional competente, que se difere competitivamente de outros, devem ser percebidas, sentidas por todos - não somente no espaço físico do seu trabalho -. Para se destacar, é necessário que, na mente dos outros, você seja lembrado sempre que precisar de um trabalho de excelência.
Existe ai, um paradoxo imenso, uma verdadeira casca de banana que muitos profissionais bons escorregam. Fazer acontecer, resolver problemas e ser criativo no meio corporativo não tem nada haver com invadir o espaço do outro. É preciso muita perspicácia para não se tornar um metido, ao invés de solucionador de cenários.


O grande profissional, traz consigo habilidades de união e nunca de desmanche. Para se tornar referência,
criar um nome de mercado, ego e vaidade deverão ser deixados de lado. Causar empatia é importante tanto quanto o conhecimento. Enxergar somente a si é um erro com proporções incontroláveis. Sua marca é o que dizem de você!

quarta-feira, 7 de março de 2018

Humanização de marcas



O conceito do marketing 1.0 se difundiu na revolução industrial.  Início de produções em larga escala e o foco em produtos. O fenômeno das expectativas de esperado, ampliado e em potencial não era trabalhado. A concepção das produções se fundamentava no modelo básico.


A satisfação do cliente não era preocupação das grandes indústrias e o desejo dos consumidores não interessava as fábricas. Funcionava da seguinte forma: produzir para vender à quem tenha dinheiro. E por muito tempo foi assim. Henry Ford sintetiza o engatinhar das produções em uma frase:

“O carro pode ser de qualquer cor, desde que seja preto”  



Com o advento das tecnologias, os moldes comerciais começaram a sofrer mutações. Clientes passaram a ter mais informações, opções de pesquisa, variações de produtos e assim,  o poder de escolha. Esses fenômenos reforçam a  prática da concorrência. Chegamos ao marketing 2.0. Agora, a percepção que o cliente tem opinião dentro dessa cadeia comercial começa a ganhar forma. Opções de produtos surgem de forma constante e o consumidor passa a ser o foco da venda! Aqui, desperta a necessidade de diferenciação, de posicionamento e entrega de produtos que satisfaçam expectativas. O cliente começa a ser estudado, nichos de mercado desenvolvem-se na busca do público alvo. Inicia-se a guerra pelo Marketing Share. Produto A em detrimento de B, atenção ao consumidor, mercado em potencial, busca da fidelização e concorrência acirrada. A vida globalizada fomenta ainda mais a competição. O mundo inteiro já vive o "American Way of life" e para empresas não serem engolidas pela concorrência e sumirem do mapa, entra em cena a Engenharia administrativa. Readequação de processos, sistemas tecnológicos e o valor das organizações.

Todas estas práticas corporativas corroboram para chegada do marketing 3.0. Não adianta mais vender apenas produtos escolhidos pelos clientes, é preciso conquistá-los em corpo, mente e espírito. O ser humano aqui, passa a ser a essência de qualquer modelo de negócio. As grandes organizações buscam satisfazer os desejos dos consumidores, antecipar-se para apresentar tendências na intenção de fidelização e destaque no mercado em que atua. Mais do que produtos e serviços, para sobreviver, é preciso ser uma Marca! Se torna fundamental criar valores, comunicar diferenciais e entregar satisfação.

Mais importante do que fazer uma venda, as organizações precisam fazer clientes. O modelo de gestão sustentável é inevitável. É preciso criar relevância, agregar valores e estar presente no dia-a-dia do consumidor. O produto ou serviço, serve aqui, como oportunidade, como canal para as organizações serem soluções, serem parceiras na vida das pessoas com qualidade, satisfação, estilo de vida e conceito, contemplando mais do que necessidades, respeitando princípios e realizando sonhos!


Estamos vivendo agora, a era do marketing 4.0, voltado para o universo digital. É claro que as estratégias off-line são tão importantes quanto, porém o conceito é inerente à conectividade, conhecimento compartilhado e opiniões múltiplas que impactam em todo processo decisório do consumidor. Portanto, é preciso ter uma imagem de credibilidade, criada com práticas repetidas e ações que ecoem a proposta da organização. Os consumidores, dentro do ecossistema digital, se tornam propagadores da percepção que a empresa representa, se tornam "advogados da marca".




quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Concorrência corporativa

A concorrência global tem mudado o mercado como um todo. Faz tempo que não se vende por vender. A sustentabilidade organizacional tem sido estratégia das grandes  (e pequenas, claro) corporações ao redor do planeta. Ela perpassa  pelo enredo do relacionamento. Faz tempo que empresas não vendem apenas produtos e/ou serviços, elas são facilitadoras e buscam ser protagonistas no processo de realização e busca de felicidade das pessoas. 

O grande desafio, diante deste contexto, é mapear as variadas tribos (que são mercado em potencial). Classificar grupos semelhantes requer planejamento, pesquisa e investimento em larga escala, além de tempo. Partir na frente da grande concorrência e desenvolver soluções para necessidades que ainda nem existem, por parte do público de consumo, não é tarefa das mais simples, mas é importantíssimo para ser lembrado sempre como a corporação que colabora para uma vida melhor.

Para o sucesso e reconhecimento, nos dias atuais, as organizações precisam, portanto,  ter modelos de negócios claros e ágeis, mas complexos ao mesmo tempo. É fundamental estar presente. Sempre!  Uma grande empresa com espaço físico, em um bairro populoso e com alto índice de giro econômico, por exemplo,  pode estar perdendo negócios para uma organização do outro lado do mundo, através apenas de alguns clicks.  Então, mais importante do que fazer uma venda, é preciso fazer clientes. É fundamental ser relevante, e isso não se faz apenas com política de preços. Estamos falando de um bule com água fervendo. A temperatura é sempre alta e o "café precisa ser servido rápido."  Esse gosto do café precisa ser diferente dos demais, percebido pelos, antes clientes e agora amigos e seguidores da organização.

Pensar local e agir global. Essa é uma afirmação e estratégia muito utilizada por empresas referência em nosso meio. A sonhada humanização do marketing 4.0 corre por veias de características iguais. Sentimentos, preocupações, gostos, desejos e sonhos compartilhados. É essencial que a empresa seja a cara dos seus consumidores.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Case. Brastemp

Na era digital, interações através das mídias sociais, opiniões compartilhadas, grandes empresas se tornam presença constante na Internet. A campanha da vez pertence à Brastemp . Com um novo modelo de comunicação, a organização apostou forte na convergência, para mostrar sua nova geração de produtos. A proposta perpassa, claro, pelo conceito de qualidade de sempre, mas desta vez, alinhado à modernidade.

Em uma proposta de associação de marcas, e Brastemp não abriu mão de se posicionar como uma empresa de Vanguarda, mas, de forma feliz, realizou um mix entre tradição e contemporaneidade.
O comercial é totalmente voltado para o mundo digital, com fatos e linguagens atuais, seguindo o linha de do Storytelling. Contando uma história que capta a atenção de quem assiste.
A chamada, rica em memes, viralizou nas redes sociais, ganhou o carinho do público e fincou a nova proposta de posicionamento da instituição. A marca, player líder de mercado há anos, se coloca como solução diferenciada para os seus consumidores, sem perder o poder de inovação, e conexão com as tendências de momento. Dentro desta ótica, a identidade visual da Brastemp também se remodelou. Ganhou traços mais leves, discretos e apostou em um novo slogan. Sem dúvidas, Brastemp! Em alusão a percepção de seus consumidores de identificação da marca através de experiências positivas.